Da linda pátria estou bem longe;
Cansado estou;
Eu tenho de Jesus saudada,
Oh, quando é que eu vou?
Passarinhos, belas flores,
Querem m’encantar;
São vãos terrestres esplendores,
Mas contemplo o meu lar.
Jesus me deu a Sua promessa;
Me vem buscar;
Meu coração está com pressa,
Eu quero já voar.
Meus pecados foram muitos,
Mui culpado sou;
Porém, Seu sangue põe-me limpo;
Eu para pátria vou.
Qual filho de seu lar saudoso,
Eu quero ir;
Qual passarinho para o ninho,
Pra os braços Seus fugir;
É fiel – Sua vinda é certa,
Quando… Eu não sei.
Mas Ele manda estar alerta;
Do exílio voltarei.
Sua vinda aguardo eu cantando;
Meu lar no céu;
Seus passos hei de ouvir soando
Além do escuro véu.
Passarinhos, belas flores,
Querem m’encantar;
São vãos terrestres esplendores,
Mas contemplo o meu lar.
Autor ou Tradutor: J.H.N Justus H. Nelson
*** Pode ser que tenha outro co-autor
Hino 36 da Harpa Cristã playback
Quem escreveu o Hino 36?
O Hino 36 da Harpa Cristã é atribuído a Justus H. Nelson, identificado pelas iniciais J.H.N no hinário.
Nelson atuou como missionário e educador, dedicando sua vida à propagação do Evangelho. Suas composições refletem forte ênfase na esperança escatológica e na expectativa da volta de Cristo.
Afinal, o contexto missionário em que viveu influenciou diretamente a linguagem do hino, especialmente a ideia de peregrinação e exílio espiritual.
Significado do Hino O Exilado
O Hino 36 da Harpa “O Exilado”, expressa a consciência de que o cristão vive nesta terra como peregrino. Ao declarar estar “bem longe da linda pátria”, o hino retoma a ideia bíblica de que os salvos são estrangeiros neste mundo, como ensina Hebreus 11:13.
Além disso, ao afirmar que Jesus prometeu voltar para buscar os seus, a letra reforça a esperança registrada em João 14:3, quando Cristo declara que retornará para levar Seu povo ao lar eterno.
A expressão “Do exílio voltarei” resume essa expectativa: o sofrimento presente não é permanente, e o céu representa o verdadeiro destino do crente.
Por isso, O Exilado toca profundamente os corações, pois transforma a saudade do céu em confiança e consolo. Igrejas frequentemente o cantam em cultos sobre a volta de Jesus, momentos de reflexão e encontros com ênfase escatológica.
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