Vais levando só, e mui cansado,
Tua cruz, tua cruz?
Não sabendo que tens ao teu lado
O auxilio do Senhor Jesus?
Se tenho cargas, que só não posso levar
Eu peço auxílio ao meu bom Salvador!
Se de cansado não posso mais caminhar,
Eu clamo a meu Jesus, que vem me dar o Seu vigor.
Não te esqueças, que só, ao Calvário,
Foi Jesus, foi Jesus,
Onde derrotou o adversário,
Quando por ti sucumbiu na cruz.
Só em Cristo, o fiel amigo,
Acharás, acharás,
Escondido, neste bom abrigo,
A paz de Deus, então fruirás.
Autor ou Tradutor: P.L.M Paulo Leivas Macalão
*** Pode ser que tenha outro co-autor
Quem escreveu o hino 278 da Harpa?
O hino 278 da harpa é atribuído a P.L.M, Paulo Leivas Macalão, um dos principais compositores, tradutores e adaptadores da Harpa Cristã.
Os registros consultados apresentam de forma consistente as iniciais P.L.M associadas ao hino nº 278. Uma pesquisa acadêmica sobre a Harpa Cristã também inclui “Levar a Cruz” entre os hinos relacionados à contribuição de Paulo Leivas Macalão.
Significado do hino Levar a Cruz
O hino “Levar a Cruz” fala sobre os fardos da vida cristã e apresenta Jesus como o Salvador que permanece ao lado do crente, oferecendo auxílio, força e paz durante a caminhada.
A primeira estrofe dirige uma pergunta àquele que está cansado e sente que carrega sua cruz sozinho. A mensagem do hino é que, mesmo quando o caminho parece solitário, o cristão pode contar com o auxílio de Jesus.
“Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.” (Filipenses 4:13)
O refrão apresenta a resposta para os momentos em que as cargas se tornam pesadas demais. Em vez de tentar suportar tudo sozinho, o cristão pode pedir auxílio ao Salvador.
“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” (1 Pedro 5:7)
A letra reconhece que existem momentos em que o cansaço parece impedir a continuação da caminhada. Nesses momentos, o hino ensina a clamar a Jesus e buscar nele o vigor necessário para prosseguir.
“Dá esforço ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.” (Isaías 40:29)
A segunda estrofe volta o olhar para o Calvário. Antes de falar sobre a cruz carregada pelo cristão, o hino recorda a cruz levada por Jesus.
“E, levando ele às costas a sua cruz, saiu para o lugar chamado Caveira, que em hebraico se chama Gólgota.” (João 19:17)
No Calvário, Cristo entregou sua vida e conquistou a vitória. Por isso, o cristão não enfrenta suas lutas dependendo apenas das próprias forças. Sua esperança está naquele que venceu por meio da cruz.
“E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo.” (Colossenses 2:15)
A última estrofe apresenta Jesus como o “fiel amigo” e o “bom abrigo”. Depois de falar sobre cargas, cansaço e cruz, o hino conduz o crente ao descanso encontrado em Cristo.
“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.” (Salmos 46:1)
Nesse abrigo, o cristão encontra a paz de Deus. As dificuldades podem continuar existindo, mas o coração recebe segurança na presença do Senhor.
“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” (Filipenses 4:7)
Assim, o hino ensina que o cristão não precisa carregar sozinho os fardos da caminhada. Quando as forças diminuem, ele pode clamar a Jesus, recordar a vitória do Calvário e encontrar abrigo na presença do Salvador.
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