1
Quem do céu por mim desceu,
Tudo em meu lugar sofreu,
E por mim na cruz morreu?
Foi Cristo! Foi Cristo!
Os meus pecados expiou:
De toda a pena me livrou!
Da maldição me resgatou,
Meu Cristo! Meu Cristo!
2
Quem me trouxe, qual pastor,
Seu cordeiro com amor?
Quem quis ser meu Salvador?
Foi Cristo! Foi Cristo!
3
Quem com branda compaixão,
Derreteu meu coração?
Deu-me plena salvação?
Foi Cristo! Foi Cristo!
4
Quem diz: “Não te deixarei,
Nem te desampararei,
Sempre te socorrerei?”
É Cristo! E Cristo!
5
Quem é digno de louvor?
Quem merece o meu amor?
É Jesus, meu Salvador,
Meu Cristo! Meu Cristo!
As minhas trevas dissipou!
Minha alma enferma Ele sarou!
Meu coração Ele alegrou!
Meu Cristo! Meu Cristo!
Autor ou Tradutor: H.M.W H. Maxwell Wrigth
*** Pode ser que tenha outro co-autor
O hino “Meu Cristo! Meu Cristo!” nº 32 da harpa é atribuído a H. Maxwell Wright, missionário, escritor e tradutor que contribuiu para a hinologia evangélica em língua portuguesa. A letra coloca Jesus no centro de toda a experiência cristã, destacando seu sacrifício, perdão, cuidado e poder salvador. Até o momento, não encontrei documentação histórica segura que identifique outro autor ou coautor para este hino.
A primeira estrofe contempla a obra de Cristo na cruz. Jesus deixou a glória, tomou sobre si o sofrimento e morreu em favor do pecador. O refrão reforça essa verdade ao celebrar a expiação dos pecados e a libertação da condenação.
“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós.” (Gálatas 3:13 – ACF)
Na segunda estrofe, Jesus aparece como o Pastor que busca e recebe com amor aquele que estava perdido. A imagem lembra o cuidado pessoal de Cristo com cada pessoa que necessita de salvação.
“Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.” (João 10:11 – ACF)
A terceira estrofe destaca a compaixão de Jesus e a transformação do coração. A salvação não significa apenas receber perdão, mas experimentar uma nova vida pela graça de Deus.
“E vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo.” (Ezequiel 36:26 – ACF)
Na quarta estrofe, o hino apresenta Cristo como aquele que permanece ao lado dos seus filhos. Sua presença traz segurança mesmo durante as dificuldades da caminhada.
“Não te deixarei, nem te desampararei.” (Hebreus 13:5 – ACF)
A última estrofe termina em adoração. Depois de recordar tudo o que Cristo realizou, o autor reconhece que somente Jesus é digno de receber seu amor e louvor. Ele dissipou as trevas, trouxe cura para a alma e encheu o coração de alegria.
“O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor.” (Colossenses 1:13 – ACF)
Assim, o hino ensina que Cristo é suficiente para todas as necessidades do pecador. Ele morreu para nos resgatar, perdoa nossos pecados, busca os perdidos, transforma o coração e permanece conosco. Por isso, toda a glória e todo o louvor pertencem a Jesus.
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