Peregrinos somos – 392

Harpa Cristã

Peregrinos somos aqui
Té o labor findar;
Deste mundo queremos ir
Ao celeste lar.

Oh! Pátria mui feliz
Em ti irei morar;
Eu irei morar
Eu irei morar
Jerusalém, oh meu país
E meu querido lar!
Jerusalém, oh meu país
E meu querido lar!

Minha grande consolação
É sempre em ti morar,
Oh, querida, bela Sião,
Meu eterno lar!

Como o povo de Abraão,
Sempre a viajar,
Para a terra da promissão,
Santo e doce lar.

Ó Senhor, queremos vencer,
E de Ti alcançar
Gozo, paz, eterno prazer,
No bendito lar!

É o meu desejo, Jesus,
Sempre peregrinar;
Dirigido por lua luz
Té que chegue ao lar.

Autor ou Tradutor: M.A.N Manuel Augusto das Neves
*** Pode ser que tenha outro co-autor

Quem escreveu o hino 392 da Harpa?

O hino “Peregrinos Somos” (Harpa Cristã nº 392) é atribuído a M.A.N – Manuel Augusto das Neves, autor ligado à tradição evangélica brasileira.

Seus hinos refletem forte conteúdo bíblico e devocional, com ênfase na vida cristã como caminhada espiritual, esperança eterna e comunhão com Deus. Assim como outros autores da Harpa Cristã, suas composições utilizam linguagem simples, porém profunda, voltada para edificação da igreja. Em algumas edições do hinário, há indicação de possível coautoria.

Significado do hino Peregrinos Somos

O hino “Peregrinos Somos” apresenta a vida cristã como uma jornada passageira, onde o verdadeiro lar do crente não está neste mundo, mas na eternidade com Deus.

A ideia de peregrinação está diretamente ligada ao ensino bíblico de que os cristãos são estrangeiros nesta terra:

“Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura.” (Hebreus 13:14)

O hino também faz referência à caminhada do povo de Deus no Antigo Testamento, especialmente Abraão e os israelitas, que viviam pela fé em direção à promessa:

“Confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra.” (Hebreus 11:13)

A menção ao “lar celestial” aponta para a esperança da Nova Jerusalém, o destino final dos salvos:

“Vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu.” (Apocalipse 21:2)

Outro ponto importante é a dependência da direção de Jesus durante essa caminhada:

“Eu sou o caminho… ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6)

O hino também reforça que, mesmo diante das dificuldades, o crente deve permanecer firme, pois a recompensa é eterna:

“A nossa leve e momentânea tribulação produz… um peso eterno de glória.” (2 Coríntios 4:17)

Assim, a mensagem central do hino é clara, esta vida é passageira, mas há um destino glorioso preparado por Deus. O cristão vive com os olhos na eternidade, caminhando pela fé até chegar ao seu verdadeiro lar.

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