É o meu lar, o céu, o céu de luz:
Livre da carne, o véu, verei Jesus;
Oh! Que feliz serei ao fado do Senhor,
Louvando ao meu Rei, o Salvador!
É o meu lar, o céu, o céu de luz;
Por mim sofreu, qual réu, o meu Jesus:
Oh! Que feliz serei no reino de amor,
Pois sempre gozarei, com meu Senhor!
É o meu lar, o céu, o céu de luz;
E com os meus troféus vou a Jesus:
Oh! Que feliz serei quando, com mui fervor,
Aos pés estar do Rei, dando louvor!
Autor ou Tradutor: P.L.M Paulo Leivas Macalão
*** Pode ser que tenha outro co-autor
Quem escreveu o hino 333 da Harpa?
O hino 333 é atribuído a P.L.M, Paulo Leivas Macalão, um dos principais compositores, tradutores e adaptadores da Harpa Cristã.
Os registros consultados apresentam de forma consistente as iniciais P.L.M associadas ao hino nº 333. Uma pesquisa acadêmica sobre a Harpa Cristã também inclui “O Céu, Meu Lar” entre os hinos relacionados à contribuição de Paulo Leivas Macalão.
Significado do hino O Céu, Meu Lar
O hino “O Céu, Meu Lar” expressa a esperança do cristão na vida eterna e o profundo desejo de estar para sempre com Jesus. Em suas três estrofes, a canção apresenta o céu como lar, reino de amor e lugar de adoração ao Salvador.
A primeira estrofe chama o céu de “lar”. Essa expressão mostra que o cristão não vê a eternidade como um lugar estranho, mas como sua verdadeira morada, onde finalmente contemplará Jesus.
“Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo.” (Filipenses 3:20)
O hino também fala sobre estar livre da carne e ver o Senhor. A maior alegria do céu não está apenas em suas belezas, mas na presença de Cristo.
“Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.” (1 Coríntios 13:12)
A segunda estrofe recorda o sofrimento de Jesus. Antes de falar da alegria eterna, o hino lembra que Cristo sofreu como réu para abrir o caminho da salvação.
“Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” (Isaías 53:5)
Por isso, o céu também é apresentado como um “reino de amor”. A esperança da vida eterna está diretamente ligada ao sacrifício de Jesus e à salvação que Ele conquistou.
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16)
Na última estrofe, o hino apresenta o cristão chegando diante de Jesus com seus troféus. A imagem aponta para uma vida vivida com fidelidade e para a alegria de apresentar ao Senhor os frutos da caminhada.
“Cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho.” (1 Coríntios 3:8)
Contudo, a cena final não destaca orgulho ou exaltação pessoal. O hino termina com o salvo aos pés do Rei, oferecendo louvor. Toda honra pertence a Jesus.
“Os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante do que estava assentado sobre o trono, e adoravam o que vive para todo o sempre; e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo: Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.” (Apocalipse 4:10-11)
Assim, o hino ensina que o céu é a verdadeira morada dos salvos, o lugar onde estarão livres das limitações desta vida, contemplarão Jesus e viverão eternamente em sua presença.
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