Jerusalém celestial,
Mansão de paz tão divinal!
De jaspe tem muro em redor;
Onde é a luz, o meu Senhor.
Jerusalém, mansão de luz,
Jerusalém de meu Jesus!
Cidade que p’ra nós fez Deus;
Eterna glória para os filhos seus.
Um rio tem. e qual cristal,
Cuja água faz ser imortal;
As árvores lá mui belas são,
E pra curar oh! servirão.
Ali não há mais pranto e dor;
A maldição não tem vigor;
A noite foi e não vem mais;
O sol raiou, passaram os “ais”.
Ali verei o meu Senhor,
Contemplarei seu resplendor,
E cantarei o seu louvor
Em gratidão e com fervor.
Autor ou Tradutor: S.N Samuel Nyström
*** Pode ser que tenha outro co-autor
Quem escreveu o hino 494
O hino 494 foi escrito por S.N, Samuel Nyström, missionário sueco e um dos nomes mais importantes da história da Harpa Cristã.
Samuel Nyström teve participação fundamental na organização, tradução e adaptação de hinos para o português, contribuindo diretamente para a formação do hinário usado pelas Assembleias de Deus no Brasil.
O hino nº 494 aparece registrado com suas iniciais, S.N, e não encontrei evidências seguras de outro coautor ligado a essa composição.
Significado do hino Jerusalém Celestial
O hino “Jerusalém Celestial” descreve a esperança dos salvos na cidade eterna preparada por Deus. Sua letra é profundamente inspirada nas visões dos capítulos finais do livro de Apocalipse, apresentando a Nova Jerusalém como uma cidade de luz, paz, vida e comunhão eterna com Cristo.
A primeira estrofe contempla a beleza da cidade celestial e menciona seu muro de jaspe, seguindo diretamente a descrição bíblica:
“E a construção do seu muro era de jaspe, e a cidade de ouro puro, semelhante a vidro puro.” (Apocalipse 21:18)
O hino também destaca que a verdadeira luz da cidade é o próprio Senhor. Na Jerusalém celestial, não haverá necessidade de outra fonte de iluminação, pois a glória de Deus estará presente para sempre:
“E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada.” (Apocalipse 21:23)
Na segunda estrofe, a canção apresenta o rio cristalino e as árvores da vida. Essas imagens também vêm da visão que João recebeu sobre a eternidade:
“E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.” (Apocalipse 22:1)
A letra ainda menciona as árvores que servem para cura, uma referência direta à árvore da vida:
“No meio da sua praça, e de um e do outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações.” (Apocalipse 22:2)
Outro ponto central do hino é o fim definitivo do sofrimento. Na Jerusalém celestial não haverá mais pranto, dor, maldição ou noite:
“E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.” (Apocalipse 21:4)
A última estrofe apresenta o ponto mais precioso da esperança cristã. Mais importante do que a beleza da cidade será contemplar o próprio Senhor e viver para sempre em sua presença:
“E verão o seu rosto, e nas suas testas estará o seu nome.” (Apocalipse 22:4)
Assim, o hino ensina que a esperança do cristão não termina apenas na chegada a uma cidade gloriosa. O maior desejo dos salvos é ver Jesus, contemplar seu resplendor e louvá-lo eternamente.
Trazendo a memória dos cristãos a importância de manterem os olhos voltados para a eternidade, aguardando com esperança o arrebatamento da igreja, em que todo sofrimento terá fim e os remidos estarão para sempre na presença do Senhor.
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