1
Quão glorioso, cristão, é pensares
Na cidade que não tem igual,
Onde os muros são de puro jaspe.
E as ruas de ouro e cristal;
Pensa como será glorioso
Ver-se a triunfal multidão.
Que cantando, aguarda a chegada
Dos que vencem a tribulação.
2
Pensa como será glorioso
Ver o rio da vida e luz,
Cujas margens juncadas de lírios,
São a glória de nosso Jesus;
Haverá lá perpétua aurora,
Pois Deus mesmo a alumiará;
E o Cordeiro, com Sua esposa,
Noite e dia resplandecerá.
3
Pensa na celestial melodia
Que a terra encherá, de Beulá;
E das harpas a doce harmonia
Ao passar o Jordão se ouvirá.
Mesmo em dores que levam à morte,
Sê constante, não voltes atrás,
Tua herança, tua eterna sorte,
É Jesus, o Fiel, o Veraz.
4
Se é glorioso pensar nas grandezas,
Nos prazeres que acodem aqui,
Qual será desfrutar as riquezas
Que esperam os salvos, ali?
Os encantos do mundo não podem
Ofuscar essa glória dalém;
Não almejas viver, ó amigo,
Nessa formosa Jerusalém?
Autor ou Tradutor: E.C Emílio Conde
*** Pode ser que tenha outro co-autor
O hino 26 da harpa, é atribuído a Emílio Conde, um dos mais importantes tradutores, escritores e colaboradores da Harpa Cristã. Seu trabalho foi fundamental para a expansão da hinologia pentecostal no Brasil, traduzindo e adaptando diversos cânticos cristãos. Até o momento, não encontrei documentação histórica segura que identifique o autor original ou outro coautor deste hino.
A letra convida o cristão a contemplar, pela fé, a glória da Nova Jerusalém. Logo na primeira estrofe, descreve a cidade celestial com seus muros de jaspe e ruas de ouro, inspirando-se na visão do apóstolo João em Apocalipse. O hino também apresenta a multidão dos remidos reunida diante de Deus, celebrando a vitória conquistada por Cristo.
“E a construção do seu muro era de jaspe, e a cidade de ouro puro, semelhante a vidro puro… E a praça da cidade de ouro puro, como vidro transparente.” (Apocalipse 21:18,21 – ACF)
Na segunda estrofe, o autor descreve o rio da vida e a luz eterna da cidade santa, lembrando que a presença de Deus substitui qualquer necessidade de sol ou de noite. Toda a glória da Nova Jerusalém procede do Senhor e do Cordeiro.
“E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.” (Apocalipse 22:1 – ACF)
“E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem alumiado, e o Cordeiro é a sua lâmpada.” (Apocalipse 21:23 – ACF)
A terceira estrofe fortalece os cristãos em meio às lutas. Mesmo diante do sofrimento e da morte, o hino incentiva a perseverança, lembrando que a herança eterna pertence aos que permanecem fiéis até o fim.
“Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” (Apocalipse 2:10 – ACF)
Na última estrofe, a letra faz um contraste entre as riquezas passageiras deste mundo e as riquezas eternas reservadas aos salvos. Nenhum prazer terreno pode ser comparado à beleza e à alegria da Jerusalém celestial.
“Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam.” (1 Coríntios 2:9 – ACF)
Assim, o hino ensina que a esperança do cristão está na Nova Jerusalém, onde Deus habitará para sempre com seu povo. Essa certeza fortalece a fé, inspira a perseverança e encoraja os salvos a viverem com os olhos voltados para a eternidade.
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