Os dons do céu prometidos,
Pai esperamos aqui;
Em santo amor reunidos,
Nós suplicamos a Ti.
Manda, ó Senhor, chuvas dos céus;
Chuvas do Consolador,
Manda dos céus, ó bom Deus!
Manda, ó Senhor, chuvas dos céus,
Que nos dão sempre vigor;
Manda-nos lá, ó bom Deus!
Manda-nos chuvas constantes,
Chuvas do Consolador;
Chuvas, sim, mas abundantes,
Chuvas de vida e de amor!
O Teu poder esperamos,
O glorioso Senhor!
Dos altos céus aguardamos
Chuvas do Consolador!
Pai abençoa os crentes
Que sempre estão a buscar
A Tua face, tementes;
Chuvas, lhes queiras mandar.
Autor ou Tradutor: P.L.M Paulo Leivas Macalão
*** Pode ser que tenha outro co-autor
Quem escreveu o hino 349 da Harpa?
O hino “Os Dons do Céu” (Harpa Cristã nº 349) é atribuído a P.L.M, Paulo Leivas Macalão, um dos principais compositores, tradutores e adaptadores da Harpa Cristã.
Os registros consultados apresentam de forma consistente as iniciais P.L.M associadas ao hino nº 349. Uma pesquisa acadêmica sobre a Harpa Cristã também inclui “Os Dons do Céu” entre os hinos relacionados à contribuição de Paulo Leivas Macalão.
Significado do hino Os Dons do Céu
O hino “Os Dons do Céu” é uma oração pelo derramamento do Espírito Santo sobre a Igreja. Sua letra apresenta os crentes reunidos em amor, buscando os dons prometidos por Deus e clamando por poder, vida e renovação espiritual.
A primeira estrofe começa com a Igreja reunida diante de Deus. Os fiéis esperam os dons prometidos e, unidos em santo amor, dirigem sua súplica ao Pai.
Essa expectativa lembra a promessa bíblica de que o Espírito Santo distribui dons para a edificação da Igreja:
“Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.” (1 Coríntios 12:7)
O refrão utiliza a imagem de “chuvas dos céus” para representar a ação abundante do Espírito Santo. A Igreja pede que Deus envie as chuvas do Consolador para trazer novo vigor espiritual.
“E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.” (Joel 2:28)
A segunda estrofe intensifica esse clamor. A letra não pede uma bênção passageira, mas “chuvas constantes” e abundantes, descritas como chuvas de vida e de amor.
Essa imagem mostra que a atuação do Espírito Santo não deve ser buscada apenas em momentos especiais. O hino expressa o desejo de uma vida continuamente renovada pela presença de Deus.
“E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito.” (Efésios 5:18)
A terceira estrofe destaca a espera pelo poder de Deus. A Igreja reconhece que sua força não vem de recursos humanos, mas do alto.
“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.” (Atos 1:8)
Na última estrofe, o hino apresenta os crentes buscando a face do Senhor. A oração é para que Deus abençoe aqueles que o procuram com temor e derrame sobre eles suas chuvas espirituais.
“Pedi ao Senhor chuva no tempo da chuva serôdia, sim, ao Senhor, que faz os relâmpagos; e lhes dará chuvas abundantes, e a cada um erva no campo.” (Zacarias 10:1)
Assim, o hino ensina que a Igreja deve viver em constante dependência do Espírito Santo, buscando os dons de Deus, seu poder e uma renovação que produza vida e amor.
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