1
Jesus disse aos discípulos, no monte, ao subir:
“Detei-vos em Jerusalém, pois há de se cumprir
A vinda gloriosa do Consolador,
Pra revestir as testemunhas do Senhor”.
Descendo o fogo do altar, o vento de amor,
Depressa foram proclamar o Salvador.
2
Encheu-se o cenác’lo de gloriosa luz;
Descendo o fogo divina!, a nós voltou Jesus.
E todos, revestidos com o poder do céu,
Falaram noutras línguas em louvor a Deus.
3
O povo, assustado com o poder do céu,
Não compreendeu que isto foi o que Deus prometeu.
Mas Pedro lhes proclama: “Assim diz o Senhor:
No fim dos dias, Vos darei Consolador”.
4
Assim Jesus te manda orar e esperar
O Santo Espírito de Deus, que vem pra t’ensinar;
Jesus, a gloriosa unção, te mandará,
E Seu amor sublime, proclamar irás.
Autor ou Tradutor: F.V Frida Vingren
*** Pode ser que tenha outro co-autor
O hino “Jesus no Monte da Ascensão” (Harpa Cristã nº 391) é atribuído a Frida Vingren, missionária, compositora, poetisa e tradutora que teve importante participação nos primeiros anos das Assembleias de Deus no Brasil. A letra reúne a ascensão de Jesus, a promessa do Espírito Santo e o cumprimento dessa promessa no dia de Pentecostes.
Na primeira estrofe, o hino recorda as últimas orientações de Jesus aos discípulos antes de sua ascensão. Eles deveriam permanecer em Jerusalém até serem revestidos do poder necessário para testemunhar acerca de Cristo.
“E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.” (Lucas 24:49 – ACF)
O refrão utiliza as figuras do fogo do altar e do vento para representar a ação poderosa do Espírito Santo. Depois de receberem poder, os discípulos passaram a proclamar o Salvador com coragem.
“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas.” (Atos 1:8 – ACF)
Na segunda estrofe, a letra descreve o que aconteceu no cenáculo no dia de Pentecostes. O Espírito Santo veio sobre os discípulos, que foram cheios de sua presença e começaram a falar em outras línguas.
“E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.” (Atos 2:4 – ACF)
Na terceira estrofe, o hino recorda a reação da multidão e a explicação de Pedro. Aquilo que estava acontecendo não era algo sem propósito, mas o cumprimento da promessa anunciada anteriormente por Deus.
“E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne.” (Atos 2:17 – ACF)
Na última estrofe, a mensagem de Pentecostes é aplicada à vida cristã. O autor incentiva o crente a buscar a presença e a direção do Espírito Santo para viver e proclamar o amor de Cristo.
“Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Lucas 11:13 – ACF)
Assim, o hino ensina que o Espírito Santo capacita a Igreja para testemunhar de Jesus. A promessa feita por Cristo cumpriu-se no Pentecostes e lembra aos cristãos da necessidade de depender do poder e da direção do Espírito para anunciar o Evangelho.
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